É um desafio a vida na "sociedade romântica".
Um desafio à consciência, à sanidade e, certamente, à paciência.
Podemos pensar, após todo o leite derramado, que um relacionamento a dois, à moda Shakespeariana, pode mesmo ser impossível. Ainda mais entre dois indivíduos adultos, com grau médio de cultura, às portas do século vinte e um.
Numa tentativa esperneante de viver um legítimo conto de fadas, atiramo-nos freneticamente em uma cruzada desumana, certos de que este é o caminho mais correto (ou único) para a felicidade plena.
Enchemos, então, nossos pulmões e gritamos aos quatro ventos que fazemos parte desse universo; sim, somos todos tolos sofredores que, unidos, jamais poderão ser vencidos. E nesse caminho, deixamos nossa individualidade, nossa essência mais pura, crenças verdadeiras, quem somos, em troca de estigmas que irão finalmente nos colocar numa posição que nos é ensinada desde cedo como a correta.
Como uma lei mística, sem compreender completamente seu significado e extensão, o amor romântico nos persegue, nos agarra de forma traiçoeira e arranca qualquer vestígio de energia vital, mas por quê?
Não está claro na maioria das vezes por que não cessa essa disputa entre o animal e o humano, essa eterna luta entre o selvagem e a civilização. Adão e Eva & Romeu e Julieta.
Só sei que quanto mais vivo e raciocino sobre este mistério, mais caio em contradição e não me parece agora que tudo irá mudar, mais uma vez.
Artigos de um programador workaholic quase-ex-comunista sobrevivendo num mundo capitalista fedorento (o mundo), sem acreditar em Deus ou qualquer coisa esquisita.
28.11.04
5 de março, 2004.
Hoje, o meu amor é metade.
Deitado na rede, vendo a lua mais linda deste verão, olho as nuvens se moverem, sozinho.
O meu amor é só metade, agonizante. Estou com frio e me sinto pequeno, sozinho com meus sonhos.
"Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só", sem sorrisos nem brilho nos olhos, nem calor, nem suor.
Hoje, sou metade do que já fui e nada mais resta do que um dia chamei de minha vida.
Sou um romântico desesperado, lunático por uma mulher que já me quis. Sou pobre poeta, que não consegue expressar tamanha solidão.
Hoje, sou só uma metade e acho que entendo o amor que o mais destemido explorador tem pela sua casa. Queria ter meu porto de volta...
Hoje, o meu amor é metade.
Deitado na rede, vendo a lua mais linda deste verão, olho as nuvens se moverem, sozinho.
O meu amor é só metade, agonizante. Estou com frio e me sinto pequeno, sozinho com meus sonhos.
"Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só", sem sorrisos nem brilho nos olhos, nem calor, nem suor.
Hoje, sou metade do que já fui e nada mais resta do que um dia chamei de minha vida.
Sou um romântico desesperado, lunático por uma mulher que já me quis. Sou pobre poeta, que não consegue expressar tamanha solidão.
Hoje, sou só uma metade e acho que entendo o amor que o mais destemido explorador tem pela sua casa. Queria ter meu porto de volta...
17.11.04
23.8.04
9.8.04
29.7.04
Reflexões:
1 - George Orwell é genial e 1984 é ainda melhor que A Revolução dos Bichos
2 - O maldito Aldous Huxley é mais leonino do que eu (isso prá não falar na capacidade literária)
3 - O clicmoda.com.br está em produção e é um projeto dupliplusbacana
4 - O WCash é um sistema porreta e tá quase
5 - O clima anda meio estranho... maravilha!
6 - O prazo para o Melodrama é amanhã e eu ainda não comecei o texto.
Abraço.
1 - George Orwell é genial e 1984 é ainda melhor que A Revolução dos Bichos
2 - O maldito Aldous Huxley é mais leonino do que eu (isso prá não falar na capacidade literária)
3 - O clicmoda.com.br está em produção e é um projeto dupliplusbacana
4 - O WCash é um sistema porreta e tá quase
5 - O clima anda meio estranho... maravilha!
6 - O prazo para o Melodrama é amanhã e eu ainda não comecei o texto.
Abraço.
23.7.04
24.5.04
Texto publicado no Melodrama nº 2, de maio de 2004.
Grita!
Esperneia, remexe, revira, olha bem o caminho e corre! Faça, aconteça, porque o povo está esperando e, afinal de contas, não estamos aqui à toa.
Levanta, camarada! E faz da tua existência necessária e valorosa! Xinga e bate, só por bater, mas faz! Simplesmente faz.
Desde nossa concepção, somos energia - e da melhor qualidade. Somos pés para chegar e mãos para tocar, unha para machucar e olhos para admirar, aproveitar. Nós somos homens e fortes desde o começo, ao mesmo tempo em que, a partir do primeiro dia, somos decadentes e enfraquecemos (mas só se formos "normais"). O processo da vida se resume em vitória ou fracasso - nada além e simples assim.
Então grita e solta o verbo, sim! Chora e sente o que há para ser sentido, mas com convicção e dedicação! Participa, dá opinião e faz diferença, porque é disso que são feitas nossas vidas e é disso que vamos lembrar amanhã. O fracasso e a mesmice são o caminho mais fácil e por isso mesmo o mais covarde e ridículo.
Não mata, desmoraliza! Não peca, ilude! Não vive de qualquer maneira, mas da melhor maneira. Aceita a metamorfose natural que te acomete e tira proveito; aprendizado aproveitado e esperto, um sarro bem tirado com o que mais nos preocupa e tira o sono. Brinca e vive, porque todo o resto é bobagem.
E não diga que eu não avisei...
Grita!
Esperneia, remexe, revira, olha bem o caminho e corre! Faça, aconteça, porque o povo está esperando e, afinal de contas, não estamos aqui à toa.
Levanta, camarada! E faz da tua existência necessária e valorosa! Xinga e bate, só por bater, mas faz! Simplesmente faz.
Desde nossa concepção, somos energia - e da melhor qualidade. Somos pés para chegar e mãos para tocar, unha para machucar e olhos para admirar, aproveitar. Nós somos homens e fortes desde o começo, ao mesmo tempo em que, a partir do primeiro dia, somos decadentes e enfraquecemos (mas só se formos "normais"). O processo da vida se resume em vitória ou fracasso - nada além e simples assim.
Então grita e solta o verbo, sim! Chora e sente o que há para ser sentido, mas com convicção e dedicação! Participa, dá opinião e faz diferença, porque é disso que são feitas nossas vidas e é disso que vamos lembrar amanhã. O fracasso e a mesmice são o caminho mais fácil e por isso mesmo o mais covarde e ridículo.
Não mata, desmoraliza! Não peca, ilude! Não vive de qualquer maneira, mas da melhor maneira. Aceita a metamorfose natural que te acomete e tira proveito; aprendizado aproveitado e esperto, um sarro bem tirado com o que mais nos preocupa e tira o sono. Brinca e vive, porque todo o resto é bobagem.
E não diga que eu não avisei...
17.5.04
E mais um domingo passou.
Os domingos são dias interessantes. Intensos, cheios de significado e reflexão, cheios de uma energia incrível, que para alguns é ótima, mas a outros doída.
Uma vez por semana, temos um dia que poderia ser como todos os outros, mas não o é porque em geral não precisamos trabalhar, somos chamados ao recolhimento e podemos experimentar um pouco de liberdade - ou sofrimento, conforme as circunstâncias e as neuras de cada um.
Este dia, domingo... criado em folga como referência ao sétimo dia da criação, onde até o Grande Arquiteto descansou, faz-me pensar. Até demais... não por ser o domingo folgado e nem porque eu não tenha outra coisa a fazer senão me afundar em raciocínios e loucuras preguiçosas, mas principalmente por uma sensação de impotência, de ausência de forças e uma incontrolável vontade de não fazer nada.
Aos domingos, sinto-me solitário em minha existência (e, ao que me lembro, sempre foi assim). Aos domingos, torno-me vítima das circunstâncias e, completamente oprimido por todo um universo de inércia, reluto em sair da cama, teimo em não me mover rápido demais, anseio por calma e quietude, até ficar mesmo quase sem respirar. Queria aproveitar o sol deste tal de domingo - quando ele vem - e correr por aí; queria me sentir livre a ponto de gritar e cantar e sorrir por estar comemorando o milagre da vida; aproveitar a folga semanal e ler, conversar e fazer todas as coisas por fazer, prazer! Mas levanto-me não antes do meio-dia e não ouso sair de casa, assaltado por uma tristeza e um peso inexplicáveis e de implacável poder sobre mim, que me tornam um ser inútil e lerdo!
Desde sempre foi assim e não creio que um dia terei forças para derrotar esta lei mística e eterna da vida. "E no sétimo dia Ele descansou" e eu fiquei triste e cansado, muito cansado da vida... e nem ao mesmo ousei chorar, ou sorrir ou viver de qualquer outra forma, senão a louca forma cretina a que me acostumei, aos domingos. Só aos domingos...
PS: Não ouçam "The Best Things", by Steve Khun, aos domingos. Pode ser fatal (ou perfeito).
Os domingos são dias interessantes. Intensos, cheios de significado e reflexão, cheios de uma energia incrível, que para alguns é ótima, mas a outros doída.
Uma vez por semana, temos um dia que poderia ser como todos os outros, mas não o é porque em geral não precisamos trabalhar, somos chamados ao recolhimento e podemos experimentar um pouco de liberdade - ou sofrimento, conforme as circunstâncias e as neuras de cada um.
Este dia, domingo... criado em folga como referência ao sétimo dia da criação, onde até o Grande Arquiteto descansou, faz-me pensar. Até demais... não por ser o domingo folgado e nem porque eu não tenha outra coisa a fazer senão me afundar em raciocínios e loucuras preguiçosas, mas principalmente por uma sensação de impotência, de ausência de forças e uma incontrolável vontade de não fazer nada.
Aos domingos, sinto-me solitário em minha existência (e, ao que me lembro, sempre foi assim). Aos domingos, torno-me vítima das circunstâncias e, completamente oprimido por todo um universo de inércia, reluto em sair da cama, teimo em não me mover rápido demais, anseio por calma e quietude, até ficar mesmo quase sem respirar. Queria aproveitar o sol deste tal de domingo - quando ele vem - e correr por aí; queria me sentir livre a ponto de gritar e cantar e sorrir por estar comemorando o milagre da vida; aproveitar a folga semanal e ler, conversar e fazer todas as coisas por fazer, prazer! Mas levanto-me não antes do meio-dia e não ouso sair de casa, assaltado por uma tristeza e um peso inexplicáveis e de implacável poder sobre mim, que me tornam um ser inútil e lerdo!
Desde sempre foi assim e não creio que um dia terei forças para derrotar esta lei mística e eterna da vida. "E no sétimo dia Ele descansou" e eu fiquei triste e cansado, muito cansado da vida... e nem ao mesmo ousei chorar, ou sorrir ou viver de qualquer outra forma, senão a louca forma cretina a que me acostumei, aos domingos. Só aos domingos...
PS: Não ouçam "The Best Things", by Steve Khun, aos domingos. Pode ser fatal (ou perfeito).
Texto publicado no Melodrama de maio/2004.
Seu lar é uma fonte de felicidade
A frase, mecânica e tipograficamente impressa num pequeno pedaço de papel enrolado, antes encerrado num biscoito da sorte, ao ser libertada consegue a máxima de uma gargalhada. Perfeita sensação, não fosse seu complemento um turbilhão de pensamentos adversos de dúvida, dor e ódio.
Porque o mundo e a nossa existência seriam perfeitos; o universo conspiraria a nosso favor e nossos lares verdadeiras 'fontes de felicidade'; seríamos todos seres do bem e a dúvida não nos acompanharia, se estivéssemos preparados para enfrentar o lunatismo de uma vida 'normal', fazendo, em primeiro lugar, dos nossos lares nascentes de energia positiva.
É fato que em geral nossas dúvidas (as que causam as dores) nos consomem a partir da total falta de preparo em que somos jogados, ao iniciar nossa jornada neste planetóide, mundo que se apresenta a cada dia como um lugar mais assombroso e inseguro.
Somos filhos da dúvida. Crescemos e desenvolvemos um ambiente de questionamentos ao nosso redor, colocando-nos de forma animalesca numa defensiva eterna. Freud explica, mas não resolve, a culpa que joga a sociedade apocalipticamente moderna a guerras estúpidas, corriqueiras. O falocentrismo mundializado rompe fronteiras, derruba presidentes e nos traz de volta, numa mistura escabrosa com o materialismo exacerbado, o perigo iminente, o medo, o apocalipse. Tomamos como normais as divisões vergonhosas de recursos e a exploração do indivíduo, por toda parte. Toneladas de lixo publicitário invadem nossas vidas e nos tornam cada vez menos dotados de livre arbítrio, enquanto relaxamos.
E ninguém nos preparou para isso. E então nos embriagamos de academicismos inúteis e deixamos de lado a discussão verdadeira, nosso presente, passado e futuro, como detentores do poder supremo da manipulação de todas as coisas. Ética e religião são necessários, mas de que forma e até que ponto e para quem?
Mais simples seria, de começo, fazermos de nossos lares "fontes de felicidade". O preparo para a mudança passa necessariamente por reflexão e interior e conhecimento de si. O primeiro passo, meus amigos, tem que ser dado por nós mesmos, porque a loucura coletiva é muito louca...
Seu lar é uma fonte de felicidade
A frase, mecânica e tipograficamente impressa num pequeno pedaço de papel enrolado, antes encerrado num biscoito da sorte, ao ser libertada consegue a máxima de uma gargalhada. Perfeita sensação, não fosse seu complemento um turbilhão de pensamentos adversos de dúvida, dor e ódio.
Porque o mundo e a nossa existência seriam perfeitos; o universo conspiraria a nosso favor e nossos lares verdadeiras 'fontes de felicidade'; seríamos todos seres do bem e a dúvida não nos acompanharia, se estivéssemos preparados para enfrentar o lunatismo de uma vida 'normal', fazendo, em primeiro lugar, dos nossos lares nascentes de energia positiva.
É fato que em geral nossas dúvidas (as que causam as dores) nos consomem a partir da total falta de preparo em que somos jogados, ao iniciar nossa jornada neste planetóide, mundo que se apresenta a cada dia como um lugar mais assombroso e inseguro.
Somos filhos da dúvida. Crescemos e desenvolvemos um ambiente de questionamentos ao nosso redor, colocando-nos de forma animalesca numa defensiva eterna. Freud explica, mas não resolve, a culpa que joga a sociedade apocalipticamente moderna a guerras estúpidas, corriqueiras. O falocentrismo mundializado rompe fronteiras, derruba presidentes e nos traz de volta, numa mistura escabrosa com o materialismo exacerbado, o perigo iminente, o medo, o apocalipse. Tomamos como normais as divisões vergonhosas de recursos e a exploração do indivíduo, por toda parte. Toneladas de lixo publicitário invadem nossas vidas e nos tornam cada vez menos dotados de livre arbítrio, enquanto relaxamos.
E ninguém nos preparou para isso. E então nos embriagamos de academicismos inúteis e deixamos de lado a discussão verdadeira, nosso presente, passado e futuro, como detentores do poder supremo da manipulação de todas as coisas. Ética e religião são necessários, mas de que forma e até que ponto e para quem?
Mais simples seria, de começo, fazermos de nossos lares "fontes de felicidade". O preparo para a mudança passa necessariamente por reflexão e interior e conhecimento de si. O primeiro passo, meus amigos, tem que ser dado por nós mesmos, porque a loucura coletiva é muito louca...
22.4.04
Dúvidas...
Cara, sabe aqueles dias em que você pára e pensa que tudo está perfeito? Tá, eu sei que não é a coisa mais comum do mundo, mas umas duas vezes na vida você deve ter sentido isso...
Você acorda de manhã e está frio. Olha pro lado e vê uma mulher incrivelmente linda dormindo - e ela tem uma boa razão para isso; lembra que tem um pedaço de pizza e meia garrafa de Coca de ontem na geladeira. E ainda tem um pedaço de chocolate!
Feitas as devidas apresentações gastronômicas, toma um banho quente e, entre uma ensaboada e outra, descobre que está mais magro e completamente sem sono. Com uma roupa que encontrou no armário perfeitamente passada e dobrada, sai do banheiro e vê o computador, que é prontamente descartado em favor do esquecido violão... e a música é perfeita, e o mundo é lindo, e a vida vale a pena!
Só que, não sei por que razão sobrenatural, chega uma hora que isso acaba. E de novo você se encontra num mundo viciante de ansiedades e intrigas, guerras e dores de cabeça intermináveis.
Afinal, quem sou eu? Ou melhor, sou realmente essa gama de matizes de personalidades, ou um cara feliz, ou um cara triste? Quem se aproxima mais do que eu me identifico como EU?
Quer dizer, algumas vezes eu acho que existe um EU lá nos confins da minha sub-consciência, e que um dia ainda vou conhecê-lo. Mas a maior parte do tempo, fico alternando entre algumas diferentes figuras que tratam a vida de maneiras pouco ou sensivelmente diferentes, sem saber exatamente o lugar de cada um ou se devo buscar um equilíbrio. Sou blues ou clássico, sexo ou amor, angústia ou paz? Maldito Sartre!
Monges tibetanos e mestres da meditação ensinam que podemos atingir o status de "buda", ou nos encontrarmos com o nosso "eu interior", simplesmente tentando desligar a mente consciente de todos os pensamentos, mas como posso esquecer de todos os monstrinhos que vivem na minha cabeça e como posso não querer pensar no mundo e todas as suas variáveis?
Sou um louco? Ou somente mais uma pessoa, que talvez tenha distúrbio de personalidade (mas absolutamente nada fora da normalidade contemporânea dos que trabalham com tecnologia)? Sou aquele cara que vive feliz quando tem meia dúzia de agrados materiais, ou um imbecil eternamente absorto em pensamentos depressivos ou pseudo-altruísticos sobre o que acontece no mundo ao redor, sem nada poder fazer? Vou continuar sendo um FDP ou vou fazer algo a respeito? Vou continuar na busca pelo meu EU único, conhecido, amigo?
Sei lá. Só sei que já enchi desse eu que sou agora. E de novo vou mudar... será que vai adiantar?
Cara, sabe aqueles dias em que você pára e pensa que tudo está perfeito? Tá, eu sei que não é a coisa mais comum do mundo, mas umas duas vezes na vida você deve ter sentido isso...
Você acorda de manhã e está frio. Olha pro lado e vê uma mulher incrivelmente linda dormindo - e ela tem uma boa razão para isso; lembra que tem um pedaço de pizza e meia garrafa de Coca de ontem na geladeira. E ainda tem um pedaço de chocolate!
Feitas as devidas apresentações gastronômicas, toma um banho quente e, entre uma ensaboada e outra, descobre que está mais magro e completamente sem sono. Com uma roupa que encontrou no armário perfeitamente passada e dobrada, sai do banheiro e vê o computador, que é prontamente descartado em favor do esquecido violão... e a música é perfeita, e o mundo é lindo, e a vida vale a pena!
Só que, não sei por que razão sobrenatural, chega uma hora que isso acaba. E de novo você se encontra num mundo viciante de ansiedades e intrigas, guerras e dores de cabeça intermináveis.
Afinal, quem sou eu? Ou melhor, sou realmente essa gama de matizes de personalidades, ou um cara feliz, ou um cara triste? Quem se aproxima mais do que eu me identifico como EU?
Quer dizer, algumas vezes eu acho que existe um EU lá nos confins da minha sub-consciência, e que um dia ainda vou conhecê-lo. Mas a maior parte do tempo, fico alternando entre algumas diferentes figuras que tratam a vida de maneiras pouco ou sensivelmente diferentes, sem saber exatamente o lugar de cada um ou se devo buscar um equilíbrio. Sou blues ou clássico, sexo ou amor, angústia ou paz? Maldito Sartre!
Monges tibetanos e mestres da meditação ensinam que podemos atingir o status de "buda", ou nos encontrarmos com o nosso "eu interior", simplesmente tentando desligar a mente consciente de todos os pensamentos, mas como posso esquecer de todos os monstrinhos que vivem na minha cabeça e como posso não querer pensar no mundo e todas as suas variáveis?
Sou um louco? Ou somente mais uma pessoa, que talvez tenha distúrbio de personalidade (mas absolutamente nada fora da normalidade contemporânea dos que trabalham com tecnologia)? Sou aquele cara que vive feliz quando tem meia dúzia de agrados materiais, ou um imbecil eternamente absorto em pensamentos depressivos ou pseudo-altruísticos sobre o que acontece no mundo ao redor, sem nada poder fazer? Vou continuar sendo um FDP ou vou fazer algo a respeito? Vou continuar na busca pelo meu EU único, conhecido, amigo?
Sei lá. Só sei que já enchi desse eu que sou agora. E de novo vou mudar... será que vai adiantar?
20.4.04
7.4.04
5.4.04
Vivemos uma vida desesperada.
E o mundo é perfeito e belo
Mas não vemos!
É difícil; tanta fumaça, tão escuro...
"I'll always be waiting for you".
Vivemos uma vida de frio, gelo e fog.
Perdidos num oceano sem fim, perdemos as esperanças e ficamos sós.
E tudo, tudo gira
e há de continuar girando.
Deus, nada está perdido!
O oceano é perfeito... só depende do ponto de vista.
E o mundo é perfeito e belo
Mas não vemos!
É difícil; tanta fumaça, tão escuro...
"I'll always be waiting for you".
Vivemos uma vida de frio, gelo e fog.
Perdidos num oceano sem fim, perdemos as esperanças e ficamos sós.
E tudo, tudo gira
e há de continuar girando.
Deus, nada está perdido!
O oceano é perfeito... só depende do ponto de vista.
19.3.04
11 de Março 01
E agora, como vou dormir?
Só me resta beber até, literalmente, cair.
Agora entendo o vulgo "Fallen Angel"...
Como pode o Luis Armstrong
ter essa voz tão podre e feliz?
Como pode alguém fazer um troço
tão bom quanto esse vinho?
Ah e ainda há as calcinhas de renda...
Sim, calcinhas e mamilos empinados, rijos.
O jazz e a bossa nova (já falei disso).
A porra da Broadway e a guerra do Iraque!
E tem essas calças de lycra®. FDP!
Arte, business, informação e tulipas.
Carne de porco, Dolly e explosões.
Explica, buana,
e agora, como vou dormir?
E agora, como vou dormir?
Só me resta beber até, literalmente, cair.
Agora entendo o vulgo "Fallen Angel"...
Como pode o Luis Armstrong
ter essa voz tão podre e feliz?
Como pode alguém fazer um troço
tão bom quanto esse vinho?
Ah e ainda há as calcinhas de renda...
Sim, calcinhas e mamilos empinados, rijos.
O jazz e a bossa nova (já falei disso).
A porra da Broadway e a guerra do Iraque!
E tem essas calças de lycra®. FDP!
Arte, business, informação e tulipas.
Carne de porco, Dolly e explosões.
Explica, buana,
e agora, como vou dormir?
9.3.04
Ser humano Total Flex
Maltida gastrite, aziaga contingência de ácido gástrico e bílis azeda. Queria tomar coca-cola e leite com nescau, mas minhas entranhas doem e reclamam. Queria um pastel do chinês da esquina, com ovo e bacon, mas só de sentir o cheiro, um milhão de pústulas palpitam felizes em meu rosto (e a adolescência há tempos se fora!)
Vida miserável, de desejos e delícias proibidos, onde somos bombardeados por campanhas que nos enfiam porcarias deliciosas e nos viciam em um mundo artificialmente confortável. E, se há quem diga que o corpo humano a tudo se acostuma, por que diabos o tal do chuchu não me desce? Ou tantos outros legumes e frutas muito nutritivos? Por quê, Deus do Céu, não consigo sentir o cheiro de um belo (e nojento) BigMac sem ficar com água na boca? Por que os flavorizantes são tão perfeitos e por que tudo isso faz tanto mal?
Deveríamos ser melhor planejados. Acho que saímos com um defeito de projeto... a máxima do grande projeto da máquina perfeita do planeta Terra deveria ser: "desce pela goela, é digerível". Tínhamos que ser mais fortes e mais eficientes. Já pensou? "- Novo Ser Humano Total Flex. Funciona com água, mas também roda a guaraná."
A engenharia genética está aí com a promessa de driblar esses pequenos problemas, mas conseguirá? Conseguiremos um dia comer batatas fritas até enjoar, ou uma costela perfeitamente gorda, sem sofrermos as conseqüências? Conseguirá SatanGost dominar a Terra?
Talvez. Mas demooooraaaa...
Maltida gastrite, aziaga contingência de ácido gástrico e bílis azeda. Queria tomar coca-cola e leite com nescau, mas minhas entranhas doem e reclamam. Queria um pastel do chinês da esquina, com ovo e bacon, mas só de sentir o cheiro, um milhão de pústulas palpitam felizes em meu rosto (e a adolescência há tempos se fora!)
Vida miserável, de desejos e delícias proibidos, onde somos bombardeados por campanhas que nos enfiam porcarias deliciosas e nos viciam em um mundo artificialmente confortável. E, se há quem diga que o corpo humano a tudo se acostuma, por que diabos o tal do chuchu não me desce? Ou tantos outros legumes e frutas muito nutritivos? Por quê, Deus do Céu, não consigo sentir o cheiro de um belo (e nojento) BigMac sem ficar com água na boca? Por que os flavorizantes são tão perfeitos e por que tudo isso faz tanto mal?
Deveríamos ser melhor planejados. Acho que saímos com um defeito de projeto... a máxima do grande projeto da máquina perfeita do planeta Terra deveria ser: "desce pela goela, é digerível". Tínhamos que ser mais fortes e mais eficientes. Já pensou? "- Novo Ser Humano Total Flex. Funciona com água, mas também roda a guaraná."
A engenharia genética está aí com a promessa de driblar esses pequenos problemas, mas conseguirá? Conseguiremos um dia comer batatas fritas até enjoar, ou uma costela perfeitamente gorda, sem sofrermos as conseqüências? Conseguirá SatanGost dominar a Terra?
Talvez. Mas demooooraaaa...
2.3.04
E a vida segue, sem carnaval ou mulher pelada, papai noel ou praia. É o fim (finalmente) das festas e o início brasileiramente demorado do ano produtivo.
Os ônibus, já acostumados aos turistas, agora dão novamente lugar aos estudantes; carrinhos de badulaques e churros são substituídos por uma gente apressada, sempre de olho no relógio. E todo o tipo de coisas vira de ponta-cabeça - ou ao normal, dependendo do ponto de vista.
É uma atmosfera diferente, principalmente para quem mora em cidades como Balneário Camboriú, que inflam até quase explodir durante a temporada, para depois se esvaziarem, num movimento abrupto e cíclico. Os cheiros mudam, as cores e sons também são outros e essa verdadeira metamorfose só se conclui com a mudança de temperatura, que já nos traz dias mais amenos e menos chuvosos. As noites já são melhores para se dormir e namorar, a praia é melhor para uma caminhada e os preços (quase) voltam ao normal.
Aceitamos esse "ciclo capitalista" como a única forma de vida e chegamos a quase nos conformarmos com tal modelo, assim como tantos outros que nos são impostos, simplesmente porque a vida na nossa sociedade é assim. Dá preguiça de pensar em alternativas, não é?
Qualquer semelhança com Matrix é mera coincidência...
Os ônibus, já acostumados aos turistas, agora dão novamente lugar aos estudantes; carrinhos de badulaques e churros são substituídos por uma gente apressada, sempre de olho no relógio. E todo o tipo de coisas vira de ponta-cabeça - ou ao normal, dependendo do ponto de vista.
É uma atmosfera diferente, principalmente para quem mora em cidades como Balneário Camboriú, que inflam até quase explodir durante a temporada, para depois se esvaziarem, num movimento abrupto e cíclico. Os cheiros mudam, as cores e sons também são outros e essa verdadeira metamorfose só se conclui com a mudança de temperatura, que já nos traz dias mais amenos e menos chuvosos. As noites já são melhores para se dormir e namorar, a praia é melhor para uma caminhada e os preços (quase) voltam ao normal.
Aceitamos esse "ciclo capitalista" como a única forma de vida e chegamos a quase nos conformarmos com tal modelo, assim como tantos outros que nos são impostos, simplesmente porque a vida na nossa sociedade é assim. Dá preguiça de pensar em alternativas, não é?
Qualquer semelhança com Matrix é mera coincidência...
27.2.04
26.2.04
Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher...
Por trás, pela frente, por todos os lados. A cada dia que passa me deparo com casos de sucesso, conseqüências de algo que anda meio esquecido nos ideiais da nova geração: o casamento. Não necessariamente o Casamento com C maiúsculo, instituído, mas a união de duas pessoas, com o objetivo de crescerem juntos.
A experiência mostra que, normalmente, duas cabeças pensam melhor do que uma. Junte-se à massa uma boa dose de companheirismo e muita vontade de superar os problemas juntos, e a receita para o sucesso está completa. E às vezes tem até carinho (e sexo!). O que mais os pobres mortais podem querer?
Num mundo cheio de preguiçosos, idiotas e hipócritas adoradores de Schiniachic (que só Deus sabe como se escreve, porque nem o Google me ajudou - mas eu gostei do "chic" no final), parece ser bem óbvio o caminho para o tão marketeado "Sucesso". Só que o individualismo anda tão exacerbado, em função de machismos e feminismos e recalques modernos, que nos esquecemos da lição mais importante que um certo gentleman de Liverpool nos deixou: tudo de que você precisa é amor. Na boa, até as religiões nos pregam isso há milênios, como preceito básico para uma vida saudável, mas teimamos em desvirtuar, mascarar, esquecer até.
Todas essas pessoas que passam uma vida inteira atrás de sucesso e grana, deveriam parar para pensar que tais conquistas não passam de consequências secundárias da felicidade, esta sim o maior objetivo desejável para qualquer indivíduo racional, que não vem sem uma boa companhia. E ponto.
Um viva a todas as pessoas que fazem de uma união bem-sucedida a base para uma vida feliz! E para o sucesso!
Por trás, pela frente, por todos os lados. A cada dia que passa me deparo com casos de sucesso, conseqüências de algo que anda meio esquecido nos ideiais da nova geração: o casamento. Não necessariamente o Casamento com C maiúsculo, instituído, mas a união de duas pessoas, com o objetivo de crescerem juntos.
A experiência mostra que, normalmente, duas cabeças pensam melhor do que uma. Junte-se à massa uma boa dose de companheirismo e muita vontade de superar os problemas juntos, e a receita para o sucesso está completa. E às vezes tem até carinho (e sexo!). O que mais os pobres mortais podem querer?
Num mundo cheio de preguiçosos, idiotas e hipócritas adoradores de Schiniachic (que só Deus sabe como se escreve, porque nem o Google me ajudou - mas eu gostei do "chic" no final), parece ser bem óbvio o caminho para o tão marketeado "Sucesso". Só que o individualismo anda tão exacerbado, em função de machismos e feminismos e recalques modernos, que nos esquecemos da lição mais importante que um certo gentleman de Liverpool nos deixou: tudo de que você precisa é amor. Na boa, até as religiões nos pregam isso há milênios, como preceito básico para uma vida saudável, mas teimamos em desvirtuar, mascarar, esquecer até.
Todas essas pessoas que passam uma vida inteira atrás de sucesso e grana, deveriam parar para pensar que tais conquistas não passam de consequências secundárias da felicidade, esta sim o maior objetivo desejável para qualquer indivíduo racional, que não vem sem uma boa companhia. E ponto.
Um viva a todas as pessoas que fazem de uma união bem-sucedida a base para uma vida feliz! E para o sucesso!
25.2.04
24.2.04
E, para variar, o tal do Blogger não funciona direito. O público e o público na web, sempre diretamente proporcional à qualidade (hã?). Este é o primeiro "post" do Zamprex, mas deveria ser o segundo...
Mas o tempo é curto e não tão relativo assim (principalmente quando se está em horário de almoço). Então, vamos ao que interessa.
Incrível é, mas nem tão estranho, esse negócio de carnaval. Cidades viram infernos de pessoas e carros e todo tipo de porcaria - tudo em nome da diversão! Quase me vejo postando uma daquelas carinhas medonhas tipicamente adolescentes (os tais emoticons). Mas certo é que não haveria recurso tipográfico suficientemente horrendo para expressar minha angústia ante esta animalesca expressão de tudo o que o ser humano tem de pior. Dava até para compôr um "melô", desses bem melosos, grudentos:
É suor, é serpentina,
chuvarada, mulherada,
mostra a cobra, quebra o pau,
favelada, batucada:
É carnaval!
C'est la putaria institucionalizada. O Brasil é o país do carnaval e da meleca. Que maravilha...
E alguns programadores e nerds e malucos (sério?) de toda parte - que, segundo umas certas pesquisas chegam a 57% dos brasileiros - que odeiam esta época do ano, aproveitam para trabalhar ou dormir, sem stress, sem telefone tocando... viés de uma festa popular xexelenta, que tem seu lado bom.
Bem, mas há de passar. E novos dias de calmaria capitalista e organizada virão. E com eles os telefones, os clientes e o stress. Pior?
Pior é saber que no ano que vem tem mais.
Mas o tempo é curto e não tão relativo assim (principalmente quando se está em horário de almoço). Então, vamos ao que interessa.
Incrível é, mas nem tão estranho, esse negócio de carnaval. Cidades viram infernos de pessoas e carros e todo tipo de porcaria - tudo em nome da diversão! Quase me vejo postando uma daquelas carinhas medonhas tipicamente adolescentes (os tais emoticons). Mas certo é que não haveria recurso tipográfico suficientemente horrendo para expressar minha angústia ante esta animalesca expressão de tudo o que o ser humano tem de pior. Dava até para compôr um "melô", desses bem melosos, grudentos:
É suor, é serpentina,
chuvarada, mulherada,
mostra a cobra, quebra o pau,
favelada, batucada:
É carnaval!
C'est la putaria institucionalizada. O Brasil é o país do carnaval e da meleca. Que maravilha...
E alguns programadores e nerds e malucos (sério?) de toda parte - que, segundo umas certas pesquisas chegam a 57% dos brasileiros - que odeiam esta época do ano, aproveitam para trabalhar ou dormir, sem stress, sem telefone tocando... viés de uma festa popular xexelenta, que tem seu lado bom.
Bem, mas há de passar. E novos dias de calmaria capitalista e organizada virão. E com eles os telefones, os clientes e o stress. Pior?
Pior é saber que no ano que vem tem mais.
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