11 de Março 01
E agora, como vou dormir?
Só me resta beber até, literalmente, cair.
Agora entendo o vulgo "Fallen Angel"...
Como pode o Luis Armstrong
ter essa voz tão podre e feliz?
Como pode alguém fazer um troço
tão bom quanto esse vinho?
Ah e ainda há as calcinhas de renda...
Sim, calcinhas e mamilos empinados, rijos.
O jazz e a bossa nova (já falei disso).
A porra da Broadway e a guerra do Iraque!
E tem essas calças de lycra®. FDP!
Arte, business, informação e tulipas.
Carne de porco, Dolly e explosões.
Explica, buana,
e agora, como vou dormir?
Artigos de um programador workaholic quase-ex-comunista sobrevivendo num mundo capitalista fedorento (o mundo), sem acreditar em Deus ou qualquer coisa esquisita.
19.3.04
9.3.04
Ser humano Total Flex
Maltida gastrite, aziaga contingência de ácido gástrico e bílis azeda. Queria tomar coca-cola e leite com nescau, mas minhas entranhas doem e reclamam. Queria um pastel do chinês da esquina, com ovo e bacon, mas só de sentir o cheiro, um milhão de pústulas palpitam felizes em meu rosto (e a adolescência há tempos se fora!)
Vida miserável, de desejos e delícias proibidos, onde somos bombardeados por campanhas que nos enfiam porcarias deliciosas e nos viciam em um mundo artificialmente confortável. E, se há quem diga que o corpo humano a tudo se acostuma, por que diabos o tal do chuchu não me desce? Ou tantos outros legumes e frutas muito nutritivos? Por quê, Deus do Céu, não consigo sentir o cheiro de um belo (e nojento) BigMac sem ficar com água na boca? Por que os flavorizantes são tão perfeitos e por que tudo isso faz tanto mal?
Deveríamos ser melhor planejados. Acho que saímos com um defeito de projeto... a máxima do grande projeto da máquina perfeita do planeta Terra deveria ser: "desce pela goela, é digerível". Tínhamos que ser mais fortes e mais eficientes. Já pensou? "- Novo Ser Humano Total Flex. Funciona com água, mas também roda a guaraná."
A engenharia genética está aí com a promessa de driblar esses pequenos problemas, mas conseguirá? Conseguiremos um dia comer batatas fritas até enjoar, ou uma costela perfeitamente gorda, sem sofrermos as conseqüências? Conseguirá SatanGost dominar a Terra?
Talvez. Mas demooooraaaa...
Maltida gastrite, aziaga contingência de ácido gástrico e bílis azeda. Queria tomar coca-cola e leite com nescau, mas minhas entranhas doem e reclamam. Queria um pastel do chinês da esquina, com ovo e bacon, mas só de sentir o cheiro, um milhão de pústulas palpitam felizes em meu rosto (e a adolescência há tempos se fora!)
Vida miserável, de desejos e delícias proibidos, onde somos bombardeados por campanhas que nos enfiam porcarias deliciosas e nos viciam em um mundo artificialmente confortável. E, se há quem diga que o corpo humano a tudo se acostuma, por que diabos o tal do chuchu não me desce? Ou tantos outros legumes e frutas muito nutritivos? Por quê, Deus do Céu, não consigo sentir o cheiro de um belo (e nojento) BigMac sem ficar com água na boca? Por que os flavorizantes são tão perfeitos e por que tudo isso faz tanto mal?
Deveríamos ser melhor planejados. Acho que saímos com um defeito de projeto... a máxima do grande projeto da máquina perfeita do planeta Terra deveria ser: "desce pela goela, é digerível". Tínhamos que ser mais fortes e mais eficientes. Já pensou? "- Novo Ser Humano Total Flex. Funciona com água, mas também roda a guaraná."
A engenharia genética está aí com a promessa de driblar esses pequenos problemas, mas conseguirá? Conseguiremos um dia comer batatas fritas até enjoar, ou uma costela perfeitamente gorda, sem sofrermos as conseqüências? Conseguirá SatanGost dominar a Terra?
Talvez. Mas demooooraaaa...
2.3.04
E a vida segue, sem carnaval ou mulher pelada, papai noel ou praia. É o fim (finalmente) das festas e o início brasileiramente demorado do ano produtivo.
Os ônibus, já acostumados aos turistas, agora dão novamente lugar aos estudantes; carrinhos de badulaques e churros são substituídos por uma gente apressada, sempre de olho no relógio. E todo o tipo de coisas vira de ponta-cabeça - ou ao normal, dependendo do ponto de vista.
É uma atmosfera diferente, principalmente para quem mora em cidades como Balneário Camboriú, que inflam até quase explodir durante a temporada, para depois se esvaziarem, num movimento abrupto e cíclico. Os cheiros mudam, as cores e sons também são outros e essa verdadeira metamorfose só se conclui com a mudança de temperatura, que já nos traz dias mais amenos e menos chuvosos. As noites já são melhores para se dormir e namorar, a praia é melhor para uma caminhada e os preços (quase) voltam ao normal.
Aceitamos esse "ciclo capitalista" como a única forma de vida e chegamos a quase nos conformarmos com tal modelo, assim como tantos outros que nos são impostos, simplesmente porque a vida na nossa sociedade é assim. Dá preguiça de pensar em alternativas, não é?
Qualquer semelhança com Matrix é mera coincidência...
Os ônibus, já acostumados aos turistas, agora dão novamente lugar aos estudantes; carrinhos de badulaques e churros são substituídos por uma gente apressada, sempre de olho no relógio. E todo o tipo de coisas vira de ponta-cabeça - ou ao normal, dependendo do ponto de vista.
É uma atmosfera diferente, principalmente para quem mora em cidades como Balneário Camboriú, que inflam até quase explodir durante a temporada, para depois se esvaziarem, num movimento abrupto e cíclico. Os cheiros mudam, as cores e sons também são outros e essa verdadeira metamorfose só se conclui com a mudança de temperatura, que já nos traz dias mais amenos e menos chuvosos. As noites já são melhores para se dormir e namorar, a praia é melhor para uma caminhada e os preços (quase) voltam ao normal.
Aceitamos esse "ciclo capitalista" como a única forma de vida e chegamos a quase nos conformarmos com tal modelo, assim como tantos outros que nos são impostos, simplesmente porque a vida na nossa sociedade é assim. Dá preguiça de pensar em alternativas, não é?
Qualquer semelhança com Matrix é mera coincidência...
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