É um desafio a vida na "sociedade romântica".
Um desafio à consciência, à sanidade e, certamente, à paciência.
Podemos pensar, após todo o leite derramado, que um relacionamento a dois, à moda Shakespeariana, pode mesmo ser impossível. Ainda mais entre dois indivíduos adultos, com grau médio de cultura, às portas do século vinte e um.
Numa tentativa esperneante de viver um legítimo conto de fadas, atiramo-nos freneticamente em uma cruzada desumana, certos de que este é o caminho mais correto (ou único) para a felicidade plena.
Enchemos, então, nossos pulmões e gritamos aos quatro ventos que fazemos parte desse universo; sim, somos todos tolos sofredores que, unidos, jamais poderão ser vencidos. E nesse caminho, deixamos nossa individualidade, nossa essência mais pura, crenças verdadeiras, quem somos, em troca de estigmas que irão finalmente nos colocar numa posição que nos é ensinada desde cedo como a correta.
Como uma lei mística, sem compreender completamente seu significado e extensão, o amor romântico nos persegue, nos agarra de forma traiçoeira e arranca qualquer vestígio de energia vital, mas por quê?
Não está claro na maioria das vezes por que não cessa essa disputa entre o animal e o humano, essa eterna luta entre o selvagem e a civilização. Adão e Eva & Romeu e Julieta.
Só sei que quanto mais vivo e raciocino sobre este mistério, mais caio em contradição e não me parece agora que tudo irá mudar, mais uma vez.
Artigos de um programador workaholic quase-ex-comunista sobrevivendo num mundo capitalista fedorento (o mundo), sem acreditar em Deus ou qualquer coisa esquisita.
28.11.04
5 de março, 2004.
Hoje, o meu amor é metade.
Deitado na rede, vendo a lua mais linda deste verão, olho as nuvens se moverem, sozinho.
O meu amor é só metade, agonizante. Estou com frio e me sinto pequeno, sozinho com meus sonhos.
"Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só", sem sorrisos nem brilho nos olhos, nem calor, nem suor.
Hoje, sou metade do que já fui e nada mais resta do que um dia chamei de minha vida.
Sou um romântico desesperado, lunático por uma mulher que já me quis. Sou pobre poeta, que não consegue expressar tamanha solidão.
Hoje, sou só uma metade e acho que entendo o amor que o mais destemido explorador tem pela sua casa. Queria ter meu porto de volta...
Hoje, o meu amor é metade.
Deitado na rede, vendo a lua mais linda deste verão, olho as nuvens se moverem, sozinho.
O meu amor é só metade, agonizante. Estou com frio e me sinto pequeno, sozinho com meus sonhos.
"Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só", sem sorrisos nem brilho nos olhos, nem calor, nem suor.
Hoje, sou metade do que já fui e nada mais resta do que um dia chamei de minha vida.
Sou um romântico desesperado, lunático por uma mulher que já me quis. Sou pobre poeta, que não consegue expressar tamanha solidão.
Hoje, sou só uma metade e acho que entendo o amor que o mais destemido explorador tem pela sua casa. Queria ter meu porto de volta...
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