Sobre causa e efeito, passado, presente e futuro
O nosso tempo é nosso. E constante é nossa frustração por querer e não poder mudar o passado ou prever o futuro, imediatamente. Mas que ignorância achar que se pode encontrar o perfeito para todas as situações em um só momento, específico e suscetível a todas as nossas perturbações momentâneas ou diárias! Nossa existência é muito mais longa que um segundo e deve haver razões para isto.
Assim, se temos uma arma em nossa mão o tempo todo, realmente paramos para pensar ao primeiro sinal de perigo? Deixamos de gritar com quem quer que seja, por sabermos que toda poeira baixa um dia? Caoticamente organizado é o universo e, assim como observou Newton em seus estudos - simplórios, mas amplos como o próprio cosmos -, não haveria de ser diferente com seres humanos ou qualquer outra coisa. Somos feitos desse negócio chamado energia, estamos rodeados por matéria constituída de prótons, nêutrons, elétrons e meleca, o tempo todo.
E, assim como Roma não foi construída em um dia, aprendemos a cada passo ou respirada, a cada tropeço ou tombo. Vendo as gaivotas no céu, podemos pensar que são seres divinos por poderem cruzar oceanos e voarem por sobre o mundo inteiro, mas não é verdade que mesmo elas se perdem se não viajarem com o seu grupo, na época certa?
Um dia é um período logicamente perfeito para analisarmos a nós mesmos e, se unirmos este conceito com os fatores dia e noite, teremos uma interconexão matemática realmente louca.
Cretinices e balbúrdias à parte, temos tempo de sobra para aproveitar cada pequena existência, se não ficarmos nos escondendo atrás do passado ou correndo a um futuro inalcançável. O nosso tempo é nosso e temos que aproveitar o momento atual. Pelo passado e para o futuro.