Não existem mal-entendidos
Memorando escrito no GrupoW, em janeiro de 2005
Não só na comunicação organizacional, mas em toda forma de comunicação humana, não existem mal-entendidos. O que ocorre com muita freqüência é, resumidamente, a falta de vontade ou capacidade de uma das partes envolvidas, ou ambas, de transmitir a mensagem corretamente ou de forma completa.
Os ruídos decorrentes do cotidiano empresarial são comumente apontados como fatores decisivos para falhas no processo de intercâmbio de informações entre empregados, independentemente de suas relações hierárquicas. Tais ruídos incluem toda forma de interferência no processo comunicativo que leve a uma perda na qualidade da percepção final ou interfira nos meios utilizados e têm sua importância fortalecida pelas teorias de sistemas.
Costumeiramente, em função desta explicação demasiado simplista, tende-se a acreditar que a resposta definitiva para as dificuldades em comunicação esteja na eliminação de elementos “ruidosos” do ambiente, sempre alheios ao indivíduo ou às suas particularidades no momento analisado. Como conclusão, nota-se a falta de alcance das técnicas aplicadas a todos os níveis da questão emissor-receptor.
Como exemplo, temos a criação de onerosos procedimentos inter-setoriais, extensos protocolos melindrosos e até mesmo separação física entre departamentos. Talvez a falta de êxito destas técnicas esteja relacionada à falta de análise, em conjunto, com os fatores individuais das pessoas envolvidas.
Uma boa prática para qualquer organização baseada em pessoas de alta qualificação informacional – que tenham na multidisciplinaridade e na capacidade criativa seu principal ativo – pode ser uma maior relevância aos interesses de cada um, ao mesmo tempo em que as equipes devem trabalhar por objetivos de comum acordo e amplamente divulgados ou relembrados.
Equipes de “cabeças-de-obra” (pessoas que pensam mais do que utilizam força bruta) podem apresentar maior dificuldade em conviver harmoniosamente, justamente por conter indivíduos com censo crítico naturalmente apurado. Estes times da era da informação só poderão trabalhar eficazmente seguindo metas que claramente irão trazer satisfação a todos.
Sob esta ótica, é de extrema importância que todos tenham a visão de que, em qualquer projeto, surgirão problemas com uma ou outra pessoa e que, apesar disso, os objetivos almejados são sempre mais relevantes. Deve-se prezar o incentivo mútuo e a constante releitura dos objetivos como principais ferramentas de afinamento entre colaboradores, em todas as situações.
Em suma, a organização deve incentivar a prática da camaradagem e criar as condições para que as pessoas sintam-se bem fazendo o que acreditam ter um fim benéfico ou vantajoso. As pessoas, por sua vez, devem utilizar ao máximo estas poderosas ferramentas para trabalharem melhor, produzirem mais e com menos estresse. Em última instância, uma organização forte se faz com trabalhadores que se respeitam seriamente e acreditam que a chave para o sucesso está em se acreditar no que se faz, sendo feliz.
Artigos de um programador workaholic quase-ex-comunista sobrevivendo num mundo capitalista fedorento (o mundo), sem acreditar em Deus ou qualquer coisa esquisita.
20.4.06
7.4.06
Se...
Se o desafio do Empresário Criativo de Roger Evans é, em primeiro lugar, se autoconhecer, para depois analisar o ambiente e criar, eu acrescentaria uma boa dose do Ócio Criativo de Domenico De Masi -- especialmente passar um tempo ouvindo música popular e escrevendo um blog! Para quem trabalha na frente do computador, parece ser uma saída agradável ao tempo perdido pela falta de organização decorrente da multitarefa não preemptiva que empregamos aos itens de nossa agenda, como se fôssemos algum tipo de Windows defeituoso que a todo tempo muda de foco.
Algumas técnicas de organização de prioridades podem ser encontradas nos livros de jogos criativos, o que pode causar espanto ao primeiro contato mas, quando sob o ponto de vista da economia mundial, nos leva a pensar que precisamos de inovação para lidar com as mudanças, além de coragem e muita determinação. Basicamente, a organização de prioridades é uma necessidade decorrente das mudanças que ocorrem o tempo todo e não há forma melhor de se lidar com a escolha do caminho mais curto sem lançar mão do potencial inventivo e do osso do peito.
A criatividade está presente em todos nós, mas uns são mais hábeis em demonstrar resultados, enquanto outros frustram-se por não verem uma só idéia emplacar. Se nosso desafio na economia globalizada é demonstrar que podemos inventar e oferecer produtos e serviços únicos, personalizados, devemos deixar de lado nossos medos, o que depende de adquirirmos sabedoria para responder aos estímulos externos da melhor forma possível e dentro das nossas capacidades.
Teorias do Caos à parte, nosso microcosmo pode ser controlado até um nível aceitável e, em onda, este controle pode ser passado à equipe para obter bons resultados. Então, se não podemos vencer o leão da complexidade em nosso dia-a-dia, comecemos com o método de Redefinição Heurística, escolhendo partes pequenas de um caos maior, comendo pelas beiradas as dificuldades e tendo os objetivos como bússola em nossa jornada.
Ufa... treinando para o projeto de pesquisa (agora sou pesquisador do CNPq!), enquanto faço FTP para um cliente dupliplusbacana de MG.
Se o desafio do Empresário Criativo de Roger Evans é, em primeiro lugar, se autoconhecer, para depois analisar o ambiente e criar, eu acrescentaria uma boa dose do Ócio Criativo de Domenico De Masi -- especialmente passar um tempo ouvindo música popular e escrevendo um blog! Para quem trabalha na frente do computador, parece ser uma saída agradável ao tempo perdido pela falta de organização decorrente da multitarefa não preemptiva que empregamos aos itens de nossa agenda, como se fôssemos algum tipo de Windows defeituoso que a todo tempo muda de foco.
Algumas técnicas de organização de prioridades podem ser encontradas nos livros de jogos criativos, o que pode causar espanto ao primeiro contato mas, quando sob o ponto de vista da economia mundial, nos leva a pensar que precisamos de inovação para lidar com as mudanças, além de coragem e muita determinação. Basicamente, a organização de prioridades é uma necessidade decorrente das mudanças que ocorrem o tempo todo e não há forma melhor de se lidar com a escolha do caminho mais curto sem lançar mão do potencial inventivo e do osso do peito.
A criatividade está presente em todos nós, mas uns são mais hábeis em demonstrar resultados, enquanto outros frustram-se por não verem uma só idéia emplacar. Se nosso desafio na economia globalizada é demonstrar que podemos inventar e oferecer produtos e serviços únicos, personalizados, devemos deixar de lado nossos medos, o que depende de adquirirmos sabedoria para responder aos estímulos externos da melhor forma possível e dentro das nossas capacidades.
Teorias do Caos à parte, nosso microcosmo pode ser controlado até um nível aceitável e, em onda, este controle pode ser passado à equipe para obter bons resultados. Então, se não podemos vencer o leão da complexidade em nosso dia-a-dia, comecemos com o método de Redefinição Heurística, escolhendo partes pequenas de um caos maior, comendo pelas beiradas as dificuldades e tendo os objetivos como bússola em nossa jornada.
Ufa... treinando para o projeto de pesquisa (agora sou pesquisador do CNPq!), enquanto faço FTP para um cliente dupliplusbacana de MG.
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